Miami, EUA – A Fórmula 1 estreia no GP de 2026 um pacote elétrico que corta de oito para sete megajoules o teto de recuperação de energia e eleva o “super clipping” para 350 kW, medida que, segundo a McLaren, eliminará o incômodo lift and coast nas voltas de classificação.
- Em resumo: nova calibração do ERS promete voltas em ritmo máximo, sem a desaceleração artificial vista nos GPs anteriores.
Por que a mudança importa para o show da F1
A exigência de desacelerar antes das curvas para recarregar bateria virou alvo de críticas de pilotos e torcedores em 2026. De acordo com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), cada carro agora gerencia a energia de forma automática, liberando o competidor para acelerar o tempo todo.
Mark Temple, diretor técnico de performance da McLaren, explica que a atualização devolve naturalidade às voltas rápidas. “O piloto pode manter o pé embaixo; o sistema recolhe energia sem comprometer velocidade de reta”, afirmou.
“Isso vai fazer a classificação parecer muito mais natural para os pilotos”, concluiu Temple ao comentar o efeito do novo ERS.
Contexto: quando a F1 mexe no ERS, o que muda na pista?
Desde a introdução das unidades híbridas em 2014, o regulamento de energia foi revisado quatro vezes. Segundo dados da própria F1, as alterações de 2021 reduziram em 15 % o tempo de recarga por volta e aumentaram em 8 % o número de ultrapassagens. Especialistas projetam impacto semelhante ou maior para 2026, já que a potência liberada subiu 40 % (de 250 kW para 350 kW).
Além de evitar a perda de tempo, a nova lógica diminui o risco de colisões em fila – efeito citado pelos comissários após incidentes em Jidá e Melbourne. A meta é reproduzir a fluidez vista entre 2017 e 2019, quando não havia fases intermediárias de economia na quali.
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