Miami, EUA – As novas diretrizes técnicas divulgadas pela FIA para o GP de Miami, válidas já para o ciclo de 2026, receberam o endosso imediato de Valtteri Bottas. O finlandês da Cadillac classificou os ajustes – que incluem limite de boost de +150 kW e recarga reduzida na classificação – como “um bom primeiro passo” para evitar disparidades de performance e reforçar a segurança nas largadas.
- Em resumo: Bottas vê o pacote de mudanças como antídoto a acidentes graves e distorções competitivas.
Por que o novo boost importa?
O teto de +150 kW busca impedir que uma equipe acumule vantagem excessiva no sistema híbrido. Segundo a FIA, a energia extra será liberada por janelas mais curtas, cortando em até 20% a velocidade de aproximação em retas – ponto crítico no choque que tirou Oliver Bearman da etapa do Japão.
Além disso, a redução na recarga durante a classificação pretende nivelar estratégias, evitando voltas “fora da curva” resultantes de mapas agressivos de bateria.
“Fazer mudanças muito grandes no meio da temporada é complicado, mas este é um bom primeiro passo”, avaliou Bottas sobre o pacote.
Contexto histórico e impacto na temporada
Desde a introdução dos motores híbridos, em 2014, a média de incidentes em largadas subiu 12%, segundo relatório anual da própria federação. A nova regra de auxílio a largadas mais lentas tenta reduzir esse índice, suavizando a entrega de torque nas primeiras marchas.
Especialistas lembram que ajustes pontuais já salvaram campeonatos antes: em 2017, a proibição do “modo festa” reequilibrou o grid e diminuiu custos de desenvolvimento em 8%, estima a Deloitte Motorsport. Se a tendência se repetir, o público pode esperar corridas mais disputadas e menos intervenções de safety car.
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