Equipe Mercedes – Valtteri Bottas admitiu que pensou seriamente em abandonar a Fórmula 1 em 2018, ano em que passou a temporada inteira sem vencer e recebeu ordens de dar passagem a Lewis Hamilton, situação que o mergulhou em exaustão emocional.
- Em resumo: finlandês revela ter “odiado correr” antes de decidir continuar na categoria.
Pressão interna e papel de “escudeiro” abalaram o piloto
A ausência de vitórias e as instruções de equipe para priorizar Hamilton minaram a confiança de Bottas. Documentos da F1 mostram que, naquela temporada, o britânico somou 11 triunfos, enquanto o companheiro não subiu ao degrau mais alto do pódio.
O contraste dentro da mesma garagem evidenciou o peso do jogo de equipe, comum em categorias de alto nível, mas emocionalmente desgastante para quem ocupa a vaga secundária.
“Eu estava definitivamente deprimido e esgotado. Eu odiava correr. Durante aquelas férias antes de 2019, não achava que iria voltar”, desabafou Bottas.
Mentalidade refeita nas férias e dados sobre saúde de atletas
O ponto de inflexão veio durante o descanso na Finlândia. Ao revisar a carreira e estabelecer a meta de retornar “como o melhor piloto do grid”, ele reencontrou motivação e seguiu na categoria, hoje defendendo o projeto da Audi.
A experiência do finlandês ilustra um problema recorrente no esporte de elite. De acordo com um relatório do Comitê Olímpico Internacional, cerca de 35% dos atletas de alto rendimento já apresentaram sintomas de depressão ou ansiedade, reforçando que a pressão por resultados ultrapassa os limites da pista. Especialistas em saúde mental recomendam protocolos de suporte psicológico para evitar que o estresse resulte em abandono precoce das carreiras.
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