Miami, EUA – A disputa pelo topo da Fórmula 1 pode mudar de rota já na etapa deste fim de semana. Um pacote de atualizações volumoso preparado pela Ferrari promete encurtar a vantagem da Mercedes, invicta em 2026, e reacender a rivalidade entre as três forças do grid.
- Em resumo: Brundle projeta que o novo carro da Ferrari destrave desempenho capaz de ameaçar a sequência perfeita da Mercedes.
Por que o upgrade da Ferrari é decisivo
Segundo o ex-piloto e comentarista Martin Brundle, a escuderia italiana deve ganhar eficiência de potência e aerodinâmica já no GP de Miami. O britânico avalia que esse salto chega no momento exato: desde 2014, somente Mercedes e Red Bull conquistaram títulos de construtores, enquanto a Ferrari amarga jejum que dura desde 2008. Dados oficiais da FIA/Fórmula 1 mostram que a equipe de Maranello foi a que mais perdeu posições em ritmo de corrida nas quatro primeiras provas de 2026.
Na visão de Brundle, o novo assoalho, combinado a ajustes de unidade de potência, pode render décimos cruciais em voltas de classificação e, sobretudo, sustentar ritmo de corrida em pistas de alta abrasão como Miami.
“A Ferrari vai encontrar muito desempenho e melhorar o carro rapidamente; isso deve colocar pressa na Mercedes”, destacou Brundle.
Contexto: equilíbrio inédito e pressão sobre a Mercedes
A Mercedes venceu corridas e poles até aqui, mas sofreu sua maior ameaça no Japão, quando Oscar Piastri liderou parte da prova e George Russell precisou de estratégia agressiva para segurar a ponta. Agora, com McLaren já em fase ascendente e Ferrari chegando com pacote robusto, o campeonato pode ter três equipes disputando vitórias, cenário que não ocorre desde 2020.
Para agravar o suspense, o regulamento de motores de 2026 trará novos limites de combustível sustentável e recuperação de energia. Equipes que se adiantarem nesse desenvolvimento, como sugere a Ferrari, tendem a colher vantagem antes mesmo da virada de regra, algo que a história mostra ser decisivo – vide domínio Mercedes logo na introdução dos híbridos em 2014.
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