Miami/EUA - Às vésperas do GP de Miami, Franco Colapinto quebrou o silêncio e contestou publicamente Oliver Bearman, que o acusou de manobra “inaceitável” no acidente registrado no Japão com pico de 50G, pressionando a FIA a acelerar mudanças de segurança.
- Em resumo: Colapinto nega ter sido agressivo e diz que quem vem atrás “enxerga tudo”, enquanto o piloto à frente fica “cego”.
Entenda o lance que chocou Suzuka
Na volta 27 em Suzuka, Bearman se aproximava 50 km/h mais rápido antes da Curva Spoon. Para evitar colisão, saiu da pista e atingiu o muro — a telemetria registrou 50G, segundo dados oficiais da FIA.
Colapinto afirma que manteve linha estável e que a responsabilidade deve ser dividida, citando o “efeito túnel” que limita a visão do carro à frente.
“Eu nunca me movi de forma agressiva em nenhum momento naquela curva”, garantiu o argentino, aliviado por Bearman ter saído ileso.
Novas regras e o peso da segurança
A FIA divulgou atualização pontual no regulamento aerodinâmico, válida já em Miami, para reduzir diferenças de velocidade em zonas de frenagem. Desde 2014, a federação quantifica incidentes acima de 40G como “altíssimo risco”; apenas três choques superaram essa marca nos últimos dez anos na F1.
Especialistas lembram que a força de 50G equivale a aproximadamente 50 vezes o peso do corpo humano: impactos acima de 60G foram fatais na década de 2000, o que reforça a urgência de melhorias contínuas nos chassis e barreiras de contenção.
O que você acha? As novas regras vão realmente diminuir riscos ou aumentar conversas nas pistas? Para mais coberturas de velocidade e bastidores, acesse nossa editoria de Esporte.
Crédito da imagem: Divulgação