Maranello/Itália – A poucos dias do GP de Miami, Ferrari intensifica um pacote de atualizações aerodinâmicas e vê Frédéric Vasseur elevar o tom: qualquer deslize pode ampliar a vantagem da Mercedes na temporada 2025.
- Em resumo: chefe da equipe quer retorno imediato do investimento em peças novas para lutar pela ponta.
Entenda a cobrança e o que muda no SF-26
A pausa de abril foi usada para varrer os dados coletados nas três primeiras corridas, simulando cenários de pista e vento em Maranello. Segundo o site oficial da Fórmula 1, zonas de alta pressão no assoalho e novos defletores de ar podem render até 0,3s por volta – margem suficiente para recolocar Charles Leclerc na disputa direta com as flechas de prata.
Analistas apontam que o túnel de vento da Ferrari trabalhou 18 horas extras semanais, dentro do limite imposto pela FIA, para otimizar downforce sem sacrificar velocidade de reta. Se o ganho se confirmar, será a primeira evolução visível desde a adoção do motor de combustíveis 100% sustentáveis.
“Trabalhamos duro nas últimas semanas, estudando todos os dados das primeiras corridas para nos prepararmos da melhor forma possível”, destacou Vasseur.
Por que a meta é vital para o campeonato
Desde o último título de Construtores, em 2008, a escuderia perdeu 9 dos 15 campeonatos para a Mercedes. De acordo com o Atlas estatístico da F1, cada ponto perdido em etapas urbanas – como Miami – custa, em média, 0,8 % de chance no título ao fim do ano.
Além da Mercedes, Red Bull e McLaren também levam novidades para a Flórida. Com apenas uma sessão de treinos livres no cronograma sprint, qualquer erro de acerto pode virar prejuízo duplo: grid ruim e desgaste antecipado dos pneus Pirelli C4.
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