Miami (EUA) – Às vésperas do GP de Miami, Fernando Alonso lançou um balde de água fria no entusiasmo sobre as novas diretrizes da FIA, afirmando que os ajustes “não mudarão o que vimos nas primeiras três corridas”.
- Em resumo: Espanhol vê efeito mínimo nos cortes de energia e no aumento de potência liberados pela federação.
Entenda o que muda e por que Alonso está cético
A federação limitou a recarga elétrica na classificação, elevou o chamado “super-clipping” para 371 cv e permitiu maior impulso por volta. A ideia é frear desequilíbrios entre motores e intensificar disputas de ultrapassagem. Para Alonso, porém, o pacote não altera o DNA aerodinâmico nem o desgaste de pneus, fatores que pesam mais na hierarquia atual. Segundo relatório da FIA, 62% das ultrapassagens de 2023 ocorreram graças à energia híbrida; o bicampeão diz que esse número não cairá “apenas com ajuste eletrônico”.
Ele lembra que o AMR24 ainda convive com vibrações na unidade de potência. A Aston Martin instalou reforços de confiabilidade, mas sem ganhos de velocidade de reta – área na qual Red Bull e Ferrari seguem dominantes.
“Essas pequenas mudanças podem melhorar um pouco, mas não tenho certeza”, avaliou o espanhol.
O impacto para o campeonato 2024
Com Max Verstappen 43 pontos à frente do segundo colocado, analistas apontam que qualquer revisão teria de ser mais profunda para mexer na liderança. Desde 2014, somente dois campeonatos viram mudança de campeão após a quinta etapa, ambos por quebras consecutivas do líder – cenário improvável com a confiabilidade atual de 97%, segundo dados compilados pelo site oficial da Fórmula 1.
Para torcedores, a boa notícia pode estar no espetáculo: mais potência liberada na reta principal de Miami promete velocidades perto de 340 km/h. Se o downforce extra de Ferrari e McLaren sustentar os pneus, a luta pelo pódio tende a ficar mais apertada que na última edição, vencida por Verstappen com 5 s de vantagem.
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