Reabilitação pulmonar do Hospital de Messejana renova vidas
Reabilitação pulmonar do Hospital de Messejana renova vidas – relatos divulgados recentemente mostram como exercícios físicos guiados e um coral terapêutico estão devolvendo autonomia a pacientes com doenças pulmonares crônicas em Fortaleza.
As atividades fazem parte do Programa de Reabilitação Pulmonar do Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes (HM), referência no Sistema Único de Saúde (SUS) para casos de enfisema, asma grave e outras afeções que reduzem a capacidade respiratória.
Exercício e música na mesma receita
O protocolo inclui sessões de fortalecimento muscular, caminhadas ao ar livre e aulas de canto no Coral Viva o Ar, criado em 2018 dentro da própria unidade.
Segundo a fisioterapeuta Tereza Morano, o coral funciona como “manutenção” da terapia: ao trabalhar ritmo, postura e controle da voz, os pacientes reforçam a mecânica respiratória de forma lúdica. Estudos do Ministério da Saúde indicam que práticas de reabilitação bem estruturadas podem reduzir em até 40% as internações por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Menos internações, mais qualidade de vida
Desde 1999, mais de 3 mil pessoas já passaram pelo serviço. Boa parte delas, como a gerente de equipe Maria Lucineide Santiago, 50 anos, chegou dependente de oxigênio após sequelas de covid-19.
Com disciplina, Lucineide reverteu a indicação de transplante pulmonar e hoje só utiliza suporte de oxigênio em treinos puxados. “Ganhei a chance de recomeçar”, resume.
Dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia apontam que 6,8 milhões de brasileiros convivem com DPOC, enfermidade que figura entre as três principais causas de morte no país. Programas multiprofissionais, que somam fisioterapia, fonoaudiologia e apoio psicológico, elevam a sobrevida e facilitam o retorno às rotinas doméstica e laboral.

Para ampliar o acesso, a equipe estuda parcerias com postos de saúde da capital, permitindo triagem precoce e encaminhamento direto ao HM. A cada trimestre, novos grupos são formados, fortalecendo a rede de suporte entre ex-internos e novatos.
No encerramento das turmas, uma apresentação pública do coral celebra as conquistas individuais, reforçando a mensagem de que “aceitar não é desistir”, mas adaptar-se e seguir em frente.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sesa