Monitoramento da Caatinga ganha parceria França-Ceará
Monitoramento da Caatinga – Em 22 de dezembro, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE) recebeu representantes da associação francesa KA’A e da startup GIZINSIGHT para alinhar um projeto piloto que reunirá geotecnologia e conservação ambiental no semiárido.
A proposta é criar uma plataforma que forneça imagens de alta resolução e indicadores sobre solo, biodiversidade e resiliência climática, permitindo decisões mais precisas em políticas públicas e no manejo rural.
Tecnologia e sustentabilidade no semiárido
O secretário Domingos Filho ressaltou que as informações geradas ajudarão a consolidar cadeias já estruturadas, como a do algodão agroecológico, exportado para multinacionais.
O sistema usará sensores remotos, inteligência artificial e bases de dados oficiais ― como os dados do IBGE sobre biomas ― para monitorar 24 horas por dia áreas prioritárias da Caatinga, bioma que cobre cerca de 10% do território brasileiro.
Cooperação internacional impulsiona agroflorestas
A reunião também abriu caminho para um intercâmbio permanente entre os polos de inovação de Fortaleza e Toulouse, sede das instituições francesas envolvidas.
Na prática, a parceria prevê transferência de know-how em energias renováveis e soluções geoespaciais que podem aumentar a eficiência dos Sistemas Agroflorestais. Esse modelo, que combina árvores, lavouras e criação de animais, é apontado por especialistas como capaz de restaurar o solo e diversificar a renda de pequenos produtores.

Segundo o Ministério da Agricultura, áreas manejadas com técnicas agroflorestais registram até 30% menos erosão e maior retenção de água, fatores essenciais para enfrentar a irregularidade de chuvas no Nordeste.
Com a assinatura do protocolo de intenções prevista para o primeiro trimestre de 2026, a expectativa é que o Ceará se torne referência nacional em monitoramento ambiental de regiões áridas.
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Crédito da imagem: Divulgação / SDE-CE