Apagão paralisa carros autônomos do Google em San Francisco
Carros autônomos do Google ficaram bloqueados em ruas e cruzamentos de San Francisco após um apagão de grandes proporções registrado no último sábado (20 de dezembro).
O blecaute interrompeu temporariamente o serviço elétrico em vários bairros e, sem comunicação com a nuvem, dezenas de veículos da Waymo — braço de mobilidade da Alphabet — entraram em modo de segurança, gerando congestionamentos pontuais e chamando a atenção de moradores.
Impacto imediato na mobilidade urbana
Segundo a concessionária local, mais de 50 mil residências perderam energia, afetando semáforos e sistemas de transporte público. Nesse cenário, a frota autônoma parou onde estava, pois os protocolos de segurança determinam imobilização total quando há falha de rede.
O California Independent System Operator (CAISO) aponta que a Califórnia registrou cerca de 39 eventos de interrupção de energia em 2023, reflexo do estresse na infraestrutura elétrica.
Por que os veículos desligam sem energia?
Os robôs-táxi dependem de conexão constante com servidores para roteamento, reconhecimento de tráfego e atualizações em tempo real. Sem internet ou GPS estável, o software trava a direção, reduz riscos de colisão e aguarda intervenção humana.
Técnicos da Waymo foram deslocados para remover manualmente os carros, retomando o fluxo em aproximadamente duas horas. Não houve registro de acidentes ou feridos, mas a situação reacendeu o debate sobre redundância energética e protocolos de contingência em frotas autônomas.

Desafios para a expansão dos robôs-táxi
Especialistas em mobilidade apontam que eventos climáticos extremos e demanda crescente por eletricidade tendem a aumentar a frequência de apagões. Em 2022, a Califórnia investiu US$ 2,2 bilhões em modernização de redes, mas a transição para transportes elétricos exige novas camadas de segurança cibernética e física.
Enquanto a Waymo não divulga números oficiais, consultorias estimam que mais de 6 mil viagens são realizadas semanalmente por seus carros em San Francisco e Phoenix. A empresa afirma estar estudando baterias auxiliares e comunicação via satélite para minimizar futuras paralisações.
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Crédito da imagem: Divulgação
