Incêndio em sucata mobiliza bombeiros por quase 24h em Fortaleza

Incêndio em sucata mobiliza bombeiros por quase 24h em Fortaleza

Incêndio em sucata mobiliza bombeiros por quase 24h em Fortaleza – Um fogo de grandes proporções consumiu, recentemente, a tradicional Sucata Chico Alves, no bairro Jacarecanga, exigindo quase um dia inteiro de trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros.

Ao todo, 19 viaturas e mais de 50 agentes foram deslocados, utilizando cerca de 450 mil litros de água para controlar as chamas que começaram à noite, forçaram moradores vizinhos a deixarem suas casas e deixaram quatro feridos sem gravidade, entre eles dois bombeiros.

Como o incêndio começou e se espalhou

Testemunhas afirmam que bombas caseiras, conhecidas como “rasga-lata”, teriam sido lançadas por adolescentes próximos ao galpão, provocando as primeiras labaredas. A informação, contudo, ainda não foi confirmada pelas autoridades.

O estabelecimento, fechado no momento do incidente, ocupa quase todo um quarteirão e armazenava grande quantidade de peças automotivas e materiais inflamáveis, fator que acelerou a propagação do fogo, segundo especialistas do Corpo de Bombeiros.

Estrutura sem certificação e riscos recorrentes

A sucata não possuía a certificação de conformidade obrigatória emitida pelo Corpo de Bombeiros. O processo encontrava-se em análise, mas havia inconsistências no projeto de prevenção apresentado pelo proprietário, de 84 anos.

No Ceará, apenas 62 % dos imóveis comerciais contam com documentação preventiva contra incêndios, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal relativos a ações integradas de segurança pública divulgadas em 2023. A ausência de rotas de fuga e equipamentos adequados aumenta em até 70 % o tempo de combate, segundo a corporação.

Impacto na vizinhança e próximos passos

Moradores relataram ter abandonado a ceia de Natal para fugir das chamas. Alguns imóveis vizinhos ficaram chamuscados, e a Defesa Civil de Fortaleza aguarda o fim do rescaldo para avaliar a estabilidade das edificações.

Enquanto isso, peritos investigam a causa do incêndio e a possível responsabilidade dos envolvidos. O laudo deve indicar também se a estrutura poderá ser parcialmente recuperada ou se será necessária a demolição total.

No encerramento da operação, o capitão Romário Fernandes ressaltou que inspeções preventivas e a regularização de alvarás podem reduzir significativamente ocorrências dessa magnitude.

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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino

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