Ceará cria cinco novas unidades de conservação na Caatinga
Ceará cria cinco novas unidades de conservação na Caatinga – Publicados no Diário Oficial em 16 de dezembro, os decretos estaduais adicionam cerca de 80 mil hectares de áreas protegidas ao bioma, distribuídos por oito municípios cearenses.
Com as novas unidades, a rede de conservação gerida pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) passa de 39 para 44, reforçando as ações de combate à desertificação no semiárido.
Quais áreas foram protegidas
A lista inclui duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs), um Monumento Natural (MONA), um Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) e uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE).
A APA Serras da Caatinga é a maior delas, com 66,3 mil hectares entre Canindé, Itatira e Santa Quitéria. Já a APA Serras de Irauçuba cobre 4.966 hectares e abriga espécies ameaçadas como o urubu-rei e a jaguatirica.
Em Tejuçuoca, o MONA Furna dos Ossos protege uma área cárstica de 60 hectares de alta beleza cênica. O REVIS Picos da Caatinga, com 2.181 hectares em Canindé e Itatira, resguarda aves raras, caso da maria-do-nordeste. Por fim, a ARIE Pontal da Serra da Ibiapaba, entre Graça, Pacujá e Reriutaba, soma 6.134 hectares e faz conexão ecológica com o Parque Nacional de Ubajara.
Importância para a Caatinga e para o clima
Estudos citados pela Sema indicam que a Caatinga responde por metade do sequestro natural de carbono do país em anos recentes, reforçando a relevância de preservar suas formações arbóreas.

Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que o bioma ocupa 10% do território nacional, mas menos de 8% encontra-se protegido formalmente, percentual agora ampliado no Ceará.
Além de conservar a fauna e a flora, as novas UCs devem fomentar pesquisas científicas, turismo sustentável e atividades de educação ambiental nas comunidades vizinhas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sema