Casas interditadas após incêndio em sucata em Fortaleza
Casas interditadas após incêndio em sucata em Fortaleza – A Defesa Civil isolou cinco residências e impôs restrições parciais a outras três no bairro Jacarecanga, depois do fogo que consumiu a sucata Chico Alves na noite de 24 de dezembro.
Ao menos oito imóveis foram atingidos pelas chamas, que começaram por volta das 23h30 e se espalharam rapidamente, obrigando moradores a deixar suas casas em plena véspera de Natal.
Interdições e situação das famílias
Equipes da Defesa Civil vistoriaram as estruturas e constataram risco de colapso em cinco moradias, determinando a evacuação imediata.
Segundo o coordenador Haroldo Gondim, técnicos acompanham as famílias desalojadas e avaliam formas de auxílio, incluindo abrigo temporário e apoio para remoção de bens.
Incêndios urbanos como esse representam 6 % dos atendimentos de emergência no país, de acordo com dados do Atlas da Violência 2023, reforçando a importância de planos de evacuação comunitários.
Trabalho de rescaldo segue no local
Mais de 50 bombeiros, com apoio de 19 viaturas, utilizaram 450 mil litros de água para conter e resfriar a estrutura metálica de três andares da sucata.
Pequenos focos ainda eram monitorados 30 horas após o início do fogo, procedimento padrão para evitar reignição em materiais recicláveis e combustível residual.
Testemunhas relataram que o incêndio começou após artefatos explosivos caseiros, conhecidos como “rasga-lata”, serem acionados perto do depósito. A informação continua sob apuração dos peritos.
Feridos e impactos na vizinhança
Quatro pessoas ficaram feridas sem gravidade, atendidas em unidades de saúde próximas.

Um bloco de apartamentos vizinho precisou ser esvaziado. Moradores improvisaram guarda de móveis na rua enquanto aguardavam liberação para retorno seguro.
Fundada em 1970 pelo empresário Francisco Alves de Oliveira, 84 anos, a sucata ocupava quase todo um quarteirão e comercializava peças automotivas usadas, metais e recicláveis.
Para evitar incidentes semelhantes, especialistas recomendam armazenar resíduos metálicos longe de materiais inflamáveis, manter extintores acessíveis e revisar instalações elétricas a cada três anos.
No encerramento dos trabalhos, a Defesa Civil planeja nova inspeção estrutural e emissão de laudo que definirá se as casas poderão ser recuperadas ou precisarão ser demolidas.
Os moradores afetados podem solicitar apoio psicossocial e assistência habitacional junto aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) do município.
Outras informações sobre ocorrências policiais e medidas preventivas estão disponíveis. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria de Polícia.
Crédito da imagem: Divulgação
