Rombo no Fortaleza: Girão e Marcelo Paz trocam acusações
Rombo no Fortaleza vira tema de debate público após o senador Eduardo Girão afirmar, em postagem recente, que o clube acumula dívida próxima de R$ 200 milhões desde a gestão de Marcelo Paz, que deixou a presidência para assumir a função de CEO tricolor.
O parlamentar, que já presidiu o Fortaleza por seis meses em 2008, declarou “solidariedade à torcida” e criticou o que classificou como “abandono” no momento mais delicado das finanças do clube.
O que diz Eduardo Girão
Girão alega que o passivo teria crescido vertiginosamente nos últimos anos. “Administrar com dinheiro é fácil, mas e depois de gerar rombo de quase 200 milhões?”, escreveu, insinuando existir um “projeto familiar de poder” no Pici.
Nos bastidores, o senador tenta articular apoio para concorrer à presidência na próxima eleição do Conselho Deliberativo, mas enfrenta resistência de conselheiros alinhados à atual diretoria.
Resposta de Marcelo Paz
Marcelo Paz rebateu de imediato, lembrando que permaneceu 11 anos no clube e que Girão “ficou só seis meses e largou”. O ex-presidente acusou o senador de “espalhar fake news” e aconselhou-o a “procurar outra pauta, talvez um OVNI”.
Ele reforçou que os números oficiais do Fortaleza são auditados anualmente e divulgados conforme o estatuto, chamando a acusação de “irresponsável”.
Entenda a situação financeira do clube
Em 2022, o Fortaleza registrou faturamento recorde impulsionado por receitas de bilheteria, sócio-torcedor e premiações em competições internacionais. Ainda assim, despesas com folha salarial e investimentos em infraestrutura pressionam o caixa.

Segundo o relatório “Análise Econômico-Financeira dos Clubes Brasileiros 2023”, publicado pela CBF, o endividamento somado das agremiações de Série A ultrapassa R$ 7 bilhões, evidenciando um cenário de alta alavancagem no futebol nacional.
Especialistas apontam que, mesmo em crescimento, a dívida do Fortaleza permanece abaixo da média dos grandes clubes brasileiros, cujo índice dívida/receita chega a 1,6. Para reduzir riscos, a diretoria projeta alongar prazos com credores e manter a política de venda de atletas das divisões de base.
Com os ânimos acirrados, a sucessão na presidência promete disputa intensa até o fim de 2023, quando o Conselho definirá o próximo dirigente.
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Crédito da imagem: Divulgação
