Reajuste das tarifas de ônibus e metrô em 2026 afeta cinco capitais
Reajuste das tarifas de ônibus e metrô em 2026 afeta cinco capitais – O ano começou com passagens mais caras nos transportes coletivos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Fortaleza, conforme decretos publicados no final de dezembro.
As altas variam de R$ 0,30 a R$ 1,00 nos bilhetes comuns e, em alguns casos, chegam a 11,5% sobre o preço anterior.
Valores definidos em cada cidade
Na capital paulista, a tarifa de ônibus passa de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro. No mesmo dia, metrô, CPTM e linhas concedidas sobem de R$ 5,20 para R$ 5,40.
No Rio de Janeiro, ônibus, BRT, VLT, vans e “cabritinhos” custarão R$ 5,00 a partir de 4 de janeiro, aumento de R$ 0,30.
Em Belo Horizonte, o valor principal vai a R$ 6,25, enquanto linhas circulares e alimentadoras passam a R$ 6,00. O serviço social permanece com tarifa zero.
Florianópolis eleva o bilhete por QR Code de R$ 6,90 para R$ 7,70 e o valor no Cartão Cidadão para R$ 6,20; o usuário também deixa de poder pagar em dinheiro a partir de 5 de janeiro.
Fortaleza reajusta a passagem inteira de R$ 4,50 para R$ 5,40. A meia estudantil segue em R$ 1,50.
Impacto no bolso e contexto nacional
Segundo dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), as tarifas urbanas tiveram aumento médio de 6,8% em 2025, ritmo superior ao IPCA projetado para o período (4,5%). Com os novos reajustes, a participação do transporte pode consumir até 15% da renda mensal dos trabalhadores que ganham um salário mínimo nas maiores capitais.

Prefeituras e operadores justificam os acréscimos pela alta do diesel, atualização salarial de motoristas e queda de demanda após a pandemia. Especialistas recomendam recarga antecipada de cartões e uso de integrações, que podem baratear o deslocamento diário em até 20%.
Para quem depende do transporte coletivo, programas de tarifa social e gratuidade para pessoas com deficiência ou idosos seguem válidos; a orientação é verificar a documentação exigida em cada município.
No encerramento, gestores municipais sinalizaram que novos repasses de subsídios federais poderiam reduzir a pressão sobre o usuário em 2026.
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