Advogada é presa em Natal e cúmplice em Fortaleza por extorsão
Fortaleza e Natal – Uma operação interestadual deflagrada em 23 de janeiro de 2026 levou à prisão preventiva de uma advogada de 38 anos no bairro Tirol, na capital potiguar, e de uma jovem de 22 anos no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza. As duas são apontadas como peças-chave de um esquema de extorsão que atuava simultaneamente no Ceará e no Rio Grande do Norte.
- Em resumo: Polícia cumpriu 2 mandados de prisão e 3 de busca, apreendendo celulares e notebooks que devem revelar novos envolvidos.
Como funcionava o elo entre os dois estados
Investigadores do Ceará rastrearam conversas on-line que, segundo a Polícia Civil, refletem o avanço de crimes patrimoniais no Nordeste. A troca constante de arquivos indicaria que as ordens de cobrança partiam de um único núcleo e eram executadas conforme a localização das vítimas.
O Rio Grande do Norte entrou na operação depois que a mesma advogada já havia sido alvo de mandado de busca anterior, sugerindo que ela usava seu conhecimento jurídico para driblar bloqueios bancários e pressionar devedores.
“Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, garantindo a coleta de provas digitais essenciais”, destacou a Polícia Civil em nota.
Extorsão em alta: o que dizem os números
Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que as denúncias de extorsão subiram 18 % no Ceará entre 2022 e 2023, tendência que se repete no RN. Especialistas apontam a expansão das facções e o uso de apps de mensagem como catalisadores desse crescimento.

Na prática, vítimas costumam relatar cobranças sob ameaça de violência física ou exposição de informações pessoais. Embora o Código Penal preveja pena de 4 a 10 anos para extorsão, a participação de profissionais liberais, como advogados, eleva a sensação de insegurança e pressiona órgãos de classe a reforçarem a fiscalização.
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