Aeroporto de Fortaleza: passageiros reclamam de falta de cadeiras
Aeroporto de Fortaleza: passageiros reclamam de falta de cadeiras – A retirada dos bancos do saguão do terminal cearense vem gerando críticas desde o último sábado (29), quando o arquiteto Lucas Rozzoline divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando dezenas de pessoas em pé, sem opção para descanso.
No registro, o profissional – que atua com acessibilidade – relata que apenas as áreas restritas de embarque e desembarque possuem assentos, deixando viajantes, acompanhantes e motoristas de aplicativo sem qualquer estrutura de conforto.
Denúncia repercute nas redes
Segundo Rozzoline, a supressão das cadeiras foi “planejada”, pois não havia sequer um banco remanescente em todo o saguão. A publicação ultrapassou milhares de visualizações e reabriu o debate sobre infraestrutura nos aeroportos brasileiros.
Até a conclusão deste texto, a Fraport Brasil, responsável pela administração do equipamento, não se manifestou sobre o motivo da mudança nem apresentou prazo para solução.
Normas de acessibilidade ignoradas
Especialistas lembram que a Resolução nº 280 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que os terminais devem garantir condições adequadas a pessoas com mobilidade reduzida, incluindo assentos sinalizados e de fácil acesso. Mais detalhes podem ser conferidos no portal oficial da Anac sobre acessibilidade.
Dados da própria administradora indicam que o Aeroporto de Fortaleza movimenta mais de 6 milhões de passageiros por ano. Em períodos de alta temporada, o fluxo diário chega a 20 mil pessoas, entre viajantes e acompanhantes — volume que agrava o impacto da inexistência de bancos, especialmente para idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

Na avaliação de urbanistas, a ausência de assentos compromete o conceito de “porta de entrada” que um aeroporto deve oferecer. Além do desconforto, o problema pode gerar retenções de fluxo e até riscos de queda de objetos, já que bagagens acabam sendo apoiadas no chão.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania orienta que qualquer cidadão que se sinta lesado em sua mobilidade em locais públicos registre reclamação na Ouvidoria Nacional ou procure o Procon local.
No Ceará, usuários aguardam uma posição oficial da Fraport e cobram solução rápida para restabelecer o mínimo de conforto no terminal. Para mais detalhes e outras ocorrências, acesse nossa editoria do Ceará.
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