Aluno esfaqueia colega em escola de Fortaleza com canivete
Aluno esfaqueia colega em escola de Fortaleza com canivete – na manhã da última terça-feira (2), um estudante de aproximadamente 15 anos levou um colega ao banheiro de um colégio particular no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza, e desferiu cerca de dez golpes contra o rosto da vítima.
Ao perceber a movimentação, um professor e a coordenadora pedagógica tentaram intervir. O docente foi ferido no ombro e a gestora também sofreu cortes, segundo a Polícia Militar.
Ataque mobiliza funcionários e equipes de socorro
Funcionários acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e uma unidade hospitalar particular. As três vítimas foram levadas para hospitais da capital cearense; o estado de saúde delas não havia sido oficialmente divulgado até a última atualização desta matéria.
O agressor foi imobilizado ainda nas dependências da escola e conduzido à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). De acordo com familiares, o adolescente apresentava histórico de transtornos psicológicos, informação que, segundo eles, já era do conhecimento da coordenação.
Investigação e contexto da violência escolar
A Polícia Civil abriu inquérito para esclarecer a motivação do ataque, analisar imagens das câmeras internas e ouvir testemunhas. Dados do Atlas da Violência 2023 apontam que agressões com arma branca representam parcela significativa dos casos de lesão corporal em ambientes educacionais, destacando a necessidade de protocolos de segurança mais rígidos.
Especialistas em saúde mental alertam que sinais de comportamento agressivo costumam anteceder episódios como o registrado no colégio da capital cearense. Orienta-se que instituições de ensino mantenham programas permanentes de acolhimento psicológico e mediação de conflitos, além de canais de denúncia anônima para alunos e funcionários.

No Ceará, a Secretaria da Educação dispõe do Programa de Apoio à Cultura de Paz nas Escolas, que recomenda monitoramento de acessos, inspeção de mochilas em casos de suspeita e capacitação de professores para identificação de risco.
Diante do ocorrido, a direção da escola particular informou que revisará seus protocolos internos e prestará assistência às vítimas e familiares.
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Crédito da imagem: Reprodução
