Biscoito Fino – O selo carioca confirmou para 15 de maio o lançamento de “Todo samba”, primeiro álbum solo de músicas inéditas de Sergio Santos desde 2013, ponto de partida para a celebração dos 70 anos do compositor mineiro, que completa 45 de carreira.
- Em resumo: Disco quebra hiato de 13 anos e abre a festa de aniversário do artista.
Por que o retorno é estratégico
De “Rimanceiro” (2013) para cá, Sergio lançou apenas um trabalho como intérprete, “São bonitas as canções” (2019). Ao voltar ao formato autoral, o músico se reposiciona em um mercado que hoje premia álbuns conceituais: segundo relatório da Variety, obras completas ganharam 12% mais plays globais em 2023, mesmo com o domínio das playlists.
O novo projeto traz Leila Pinheiro em participação especial e promete revisitar o samba tradicional, linha que sempre aproximou Santos de parceiros como Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.
“Colocar música nova no mundo é um dos motivos que sustentam minha permanência insistente nesse turbilhão chamado vida”, declarou Sergio Santos ao anunciar o álbum.
Contexto, legado e impacto geracional
Com discos aclamados como “Áfrico – Quando o Brasil resolveu cantar” (2001) e “Iô sô” (2007), o mineiro consolidou um cancioneiro denso, reconhecido por críticos mas ainda restrito ao público de nicho. A lacuna de 13 anos sem inéditas coincide com a explosão do streaming no Brasil, onde o samba responde hoje por apenas 3% do consumo nas plataformas, segundo dados da Pro-Música Brasil.
Ao apostar em repertório novo, Sergio abraça a oportunidade de inserir o gênero na atual corrida por relevância digital. A adesão de um nome popular como Leila Pinheiro reforça o potencial de furar a bolha – estratégia semelhante elevou em 40% as execuções de projetos de veteranos em 2022, aponta a mesma entidade.
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Crédito da imagem: Divulgação