Croatá/CE - Uma adolescente de 16 anos relatou ter sido vítima de importunação sexual dentro do Hospital Municipal de Croatá, na Serra da Ibiapaba, na tarde do último domingo (19). O caso reacende o debate sobre a segurança de pacientes em unidades públicas do interior cearense.
- Em resumo: funcionário de 68 anos tocou a jovem, fugiu, passou mal e acabou liberado pela Polícia Civil.
Como aconteceu o abuso, segundo a polícia
A vítima estava internada e sem a companhia momentânea da acompanhante quando o suspeito, que acumulava funções de vigia e maqueiro, entrou no quarto e tocou suas partes íntimas. Ao retornar, a familiar ouviu o relato e acionou a direção do hospital, que chamou a Polícia Militar.
O homem deixou o local, mas foi localizado em casa e conduzido à Delegacia de Tianguá. No caminho, sentiu-se mal e precisou ser encaminhado a um hospital em Guaraciaba do Norte, onde permaneceu sob observação médica.
“Um funcionário da unidade […] teria entrado no quarto e tocado a paciente em suas partes íntimas.” – Boletim da PM
Por que o caso preocupa: dados de violência sexual no CE
Embora classificado como importunação, o episódio se soma a um cenário alarmante: o Ceará registrou mais de 1,400 ocorrências de crimes sexuais em 2022, de acordo com o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Boa parte das vítimas são meninas de até 17 anos, e metade dos casos ocorre em espaços que, teoricamente, deveriam ser seguros – como casas ou hospitais.
Na esfera penal, importunação sexual é crime previsto no art. 215-A do Código Penal, com pena de 1 a 5 anos de prisão. O procedimento foi instaurado por portaria, e o suspeito responderá em liberdade enquanto a investigação prossegue.
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