Quinta do Lago, Algarve - O tênis português voltou a sorrir na madrugada desta quarta-feira (1h29, Brasília) quando Gastão Elias encerrou um jejum de vitórias que já durava mais de dois meses e garantiu vaga na segunda rodada do The Campus Open, torneio ITF M25 disputado no luxuoso resort algarvio. No mesmo embalo, o jovem Gonçalo Marques também avançou, mantendo vivo o sonho de uma campanha 100% lusa no torneio.
- Em resumo: Elias superou o holandês Ids Waterbolk por 7-5 e 6-2; Marques despachou Vincent Dullinger com um expressivo 6-3 e 6-0.
Lesão superada, virada garantida
Elias, atual 525.º do ranking da ATP, entrou em quadra carregando o peso de uma ruptura muscular sofrida enquanto defendia o título em Vila Real de Santo António. Depois de um início tenso, o ex-top 60 encontrou o ritmo, salvou break points decisivos e fechou a partida em 1h29. Segundo dados da Federação Internacional de Tênis, atletas que retornam de lesões musculares demoram, em média, quatro semanas para recuperar o “footwork” ideal — Elias dobrou esse prazo, o que explica a comemoração efusiva.
O próximo obstáculo será o vencedor do duelo entre o qualifier Guilherme Valdoleiros e o espanhol John Echeverria (669.º), confronto que define quem encara o sexto cabeça de série na briga por pontos cruciais para o ranking.
“Foi a primeira vitória desde a lesão, era importante voltar a sentir confiança em momentos apertados”, celebrou o jogador da Lourinhã.
Nova geração quer protagonismo
Com apenas 20 anos, Gonçalo Marques (2057.º) precisou de 75 minutos para atropelar Dullinger. A estatística impressiona: o português venceu 83% dos pontos com o primeiro serviço e não cedeu quebras após salvar três break points iniciais. Agora encara quem passar de João Dinis Silva x Justin Boulais (419.º).
O dia ainda reserva atenção para outro clássico doméstico: João Domingues mede forças com Tiago Cação, num card que inclui Tiago Pereira, Tiago Torres, Francisco Rocha e Hugo Maia. Em 2023, de acordo com o ATP Tour, Portugal somou apenas um título de nível Challenger; o desempenho no circuito ITF é visto como porta de entrada para reverter esse cenário.
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