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PARIS, França – Chery acelerou sua ofensiva no Velho Continente e já procura uma segunda fábrica europeia, de preferência em território francês, para atender à demanda por seus SUVs Omoda e Jaecoo e reduzir o peso das novas tarifas da União Europeia sobre carros elétricos chineses.
- Em resumo: montadora quer dobrar a produção local e neutralizar barreiras comerciais até 2029.
Procurando Espaço para Crescer
Segundo informou a Reuters, o diretor comercial Lionel French Keogh confirmou que a companhia avalia parcerias com fábricas já existentes, modelo que vem aplicando na Espanha com a joint venture Chery-Ebro, instalada no antigo complexo da Nissan, em Barcelona.
Esse polo espanhol, com meta de 200 mil unidades anuais até 2029, pode não dar conta do salto de procura previsto pela marca. Ao fincar bandeira industrial na França, um dos maiores mercados de eletrificados da região, a Chery reduz custos logísticos, aproxima-se do consumidor e, sobretudo, fabrica dentro do bloco europeu, escapando de parte das sobretaxas que podem chegar a 38% para veículos importados da China.
“O objetivo é atingir 200 mil unidades anuais até 2029, mas esse volume poderá não ser suficiente para responder à procura crescente”, diz o plano da montadora.
Tarifas, Concorrência e o Xadrez Elétrico
A pressão não vem apenas das taxas. Dados da Associação Europeia de Construtores de Automóveis (ACEA) mostram que os emplacamentos de modelos chineses já representam 8% dos elétricos vendidos na UE, frente a 4% em 2021. No mesmo período, as exportações automotivas da China saltaram 57% e o país ultrapassou o Japão como maior exportador mundial.

Ao produzir localmente, a Chery também se alinha ao cronograma ambiental europeu, que prevê veto a veículos a combustão a partir de 2035. Para os consumidores, a medida pode significar preços mais competitivos e maior oferta de híbridos e elétricos sem filas de espera.
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Crédito da imagem: Divulgação

