Milton Keynes/Inglaterra – A Red Bull Racing começou a temporada 2026 da Fórmula 1 em desvantagem técnica após optar por desenvolver o carro de 2025 até o limite. O chefe Laurent Mekies reconhece que a manobra custou performance neste ano, mas afirma que faria tudo de novo.
- Em resumo: decisão que salvou 2025 freou 2026; transmissão: Max.
Estratégia arriscada garantiu virada histórica
A equipe austríaca decidiu prolongar as atualizações do RB21 até depois da pausa de verão de 2025, quando dados da FIA mostravam clara liderança da McLaren. A postura agressiva rendeu salto de performance: o time saltou para terceiro no Mundial de Construtores, com Max Verstappen fechando o campeonato como vice, atrás de Lando Norris.
Para Mekies, sacrificar parte do projeto de 2026 era inevitável diante do risco de terminar 2025 fora do top-3 – cenário que poderia reduzir premiações e patrocínios estratégicos.
“O que fizemos na segunda metade do ano passado será lembrado por muito tempo. Ninguém em Milton Keynes aceitou desistir”, afirmou Mekies.
Custo real em 2026 e o efeito do teto orçamentário
Com o regulamento de teto orçamentário – limitado a US$ 135 milhões em 2023 e ajustado anualmente pela FIA – cada hora extra no túnel de vento de 2025 significou menos recursos para o novo RB22. A consequência apareceu já nos testes de pré-temporada, quando a Red Bull ficou atrás de McLaren e Mercedes nos long runs.
Mekies admite que o atraso na preparação de 2026 não explica todas as dificuldades atuais, mas reforça que o planejamento segue mirando o segundo semestre, quando a equipe costuma acelerar seu ritmo de desenvolvimento.
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