Fortaleza/CE – Na manhã de quarta-feira (15), uma ofensiva da Polícia Civil desmontou o núcleo local de uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro, resultando em 15 prisões, apreensão de armas e drogas e bloqueio de bens que financiavam os delitos.
- Em resumo: 15 detidos, três foragidos e um arsenal interceptado.
Como a investigação chegou aos 18 alvos
O ponto de virada ocorreu em 2025, com a captura do líder regional do Comando Vermelho. A partir dele, o Atlas da Violência já apontava a região do Conjunto Ceará como zona crítica de homicídios, o que acelerou o monitoramento do grupo pelo Departamento de Inteligência.
Interceptações telefônicas e vigilância de rotina mapearam a cadeia de comando que distribuía armas e drogas na capital, alimentando a disputa por território.
“A partir da prisão dele o Departamento de Inteligência identificou o envolvimento do investigado em uma organização criminosa em que ele determinava a prática de homicídios”, destacou o delegado Felipe Moreira.
Impacto imediato e próximos passos
Segundo especialistas, cada ponto de tráfico fechado pode reduzir em até 20% os índices locais de violência letal, mas o efeito depende da rapidez na ocupação social do território. O Ceará registrou 3 169 assassinatos em 2025, e quase 70% tiveram relação com facções rivais, de acordo com o FBSP.

Além das prisões, o congelamento de contas bancárias e imóveis pressiona a estrutura financeira do grupo, estratégia alinhada à Lei 12.850/2013, que prevê a descapitalização de organizações criminosas.
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