Miami/EUA – A Aston Martin desembarca para o GP de Miami com um pacote de contramedidas desenvolvido em Sakura, no Japão, após cinco semanas de testes que prometem pôr fim às vibrações crônicas do motor Honda e, enfim, devolver competitividade ao time na temporada 2026 da Fórmula 1.
- Em resumo: novo ajuste na bateria procura eliminar trepidações que já limitaram Alonso e Stroll a apenas uma prova concluída.
Testes em Sakura prometem virar a chave
Com o carro estacionado na fábrica da Honda Racing Corporation, engenheiros instalaram sensores extras e repetiram ensaios em dinamômetro para medir a amplitude das vibrações. Segundo dados da Federação Internacional de Automobilismo, oscilações superiores a 20 Hz podem comprometer a integridade de componentes eletrônicos – exatamente o ponto crítico relatado pela equipe.
O gerente de pistas da Honda, Shintaro Orihara, confirmou que a solução concentra-se na bateria: bainhas amortecedoras e reforço estrutural na fixação interna.
“Encontramos bons progressos na vibração do lado da bateria do motor e queremos ver como o carro reage na pista”, disse Orihara.
Por que o problema ameaçava pilotos e campeonato
De acordo com levantamento da revista técnica Racecar Engineering, apenas 4% dos abandonos em 2025 foram atribuídos a falhas elétricas; ainda assim, os casos custaram, em média, três posições por corrida às equipes afetadas. No caso da Aston Martin, a pane crônica rebaixou o time ao último lugar do Mundial de Construtores, cenário que, segundo o projetista Adrian Newey, poderia causar “danos nervosos permanentes” aos pilotos se persistisse.
Além dos riscos físicos, cada ponto perdido vale cerca de US$ 1,2 milhão em premiação no fim do ano, segundo o acordo de distribuição da F1. Por isso, uma recuperação já em Miami é vital não só para a pontuação, mas também para o fluxo de caixa da operação britânica.
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