Fórmula 1 – Às vésperas do GP de Miami, Lance Stroll elevou o tom contra o regulamento de 2026, afirmando que o novo formato “destrói” corridas e classificações ao exigir uso parcial do acelerador e gerenciamento extremo de bateria.
- Em resumo: Canadense diz que carros de 2026 sacrificam som, agressividade e emoção que definem a F1.
Por que as regras de 2026 viraram alvo de críticas
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prevê potência híbrida de cerca de 1.000 cv, com 50% vindo do motor elétrico, e peso mínimo acima de 760 kg. Para Stroll, esses números criam máquinas pesadas e silenciosas, distantes dos V8 de 640 kg utilizados até 2013. Segundo relatório da F1 Management, o objetivo é neutralizar carbono até 2030, mas parte do grid teme perda de espetáculo.
Mesmo após a FIA ajustar regras de “super-clipping” e elevar limite de impulso, o piloto da Aston Martin avalia que o cerne do problema segue intacto.
“Espero alguma melhora, mas ainda estamos longe de carros de F1 de verdade, empurrando no limite sem pensar em baterias”, disse Stroll.
Nostalgia V10 e o impacto para o público
Durante a pausa de abril, o canadense revisitou provas das eras V10 e V8 — propulsores que chegavam a 18.000 rpm e ruído superior a 140 dB. Para quem assiste in loco, o barulho é parte crucial da experiência: pesquisa do Ibope de 2023 indica que 62% dos fãs listam “som do motor” como fator de emoção na pista.
Especialistas lembram que a última grande mudança técnica, em 2014, reduziu em 10% a audiência média da categoria nos dois anos seguintes, antes de se recuperar. Caso o padrão se repita, equipes podem enfrentar queda de patrocínio estimada em US$ 150 milhões, conforme dados da consultoria Nielsen Sports.
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