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domingo, março 22, 2026

Avalanche na Itália: jovem de 26 anos entre 3 mortos confirmados

Avalanche na Itália: jovem de 26 anos entre 3 mortos confirmados

Valle d’Aosta, Itália – O número de vítimas da avalanche que atingiu uma área alpina na última quinta-feira subiu para três, após a morte da alpinista italiana Laura Santino, de 26 anos, uma das cinco pessoas inicialmente resgatadas com vida.

  • Em resumo: Laura não resistiu aos ferimentos e a tragédia já deixa 3 mortos e 4 feridos sob observação.

Entenda a dinâmica do acidente

De acordo com o Corpo Nacional de Socorro Alpino e Espeleológico (CNSAS), o grupo foi surpreendido por uma grande massa de neve que cedeu em uma encosta de forte inclinação, a cerca de 2.600 metros de altitude. As primeiras buscas, dificultadas por ventos de até 70 km/h, mobilizaram cães farejadores, drones e helicópteros equipados com sensores térmicos. Segundo boletim do CNSAS, o risco de novas avalanches permanece no nível 4 (em uma escala que vai até 5).

Especialistas explicam que a rápida variação de temperatura — que fez a neve recente acumular sobre uma camada antiga e cristalizada — gerou o chamado “placa de vento”, um dos cenários mais perigosos para alpinistas.

“Bastam poucos minutos de sol intenso para desestabilizar camadas frágeis de neve, desencadeando avalanches capazes de atingir velocidades superiores a 80 km/h”, alertou o guia alpine Paolo Rinaldi, que participou do resgate.

Risco crescente: o que mostram os dados

Relatórios do Serviço de Avaliação de Avalanches dos Alpes indicam que, nos últimos dez anos, o período de março a maio concentra até 45% dos deslizamentos fatais na cadeia alpina. O fenômeno está associado a mudanças bruscas de temperatura e ao aumento do turismo de esportes de inverno – um fluxo que, segundo a agência de estatística italiana Istat, cresce cerca de 3% ao ano.

Para reduzir tragédias, o Club Alpino Italiano recomenda monitorar boletins diários e portar equipamentos de localização (ARVA), pá e sonda — itens que, de acordo com o CNSAS, ampliam em até 60% a chance de sobrevivência quando usados nos primeiros 15 minutos de soterramento.

O que você acha? A regulamentação para esportes de neve deveria ser mais rígida? Para acompanhar outras reportagens internacionais, acesse nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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