Avanço da maré na Praia da Lagoinha gera prejuízos
Avanço da maré na Praia da Lagoinha gera prejuízos – A forte ressaca registrada na orla de Paraipaba, litoral oeste do Ceará, provocou danos a barracas, alterou a rotina de trabalhadores e afastou parte dos turistas na primeira semana de janeiro.
Comerciantes relatam que o fenômeno, potencializado pela erosão costeira, é o mais severo em duas décadas, reduzindo a faixa de areia e exigindo intervenções emergenciais.
Ressaca histórica afeta barracas e turismo
Empresários improvisaram barreiras de pedras e sacos de areia para conter as ondas, enquanto trechos da orla foram isolados para garantir a segurança dos banhistas.
O impacto financeiro é imediato: além da queda no movimento, estruturas de madeira e alvenaria cederam, elevando custos de reparo. Estudos sobre zonas críticas de erosão indicam que 20 municípios cearenses enfrentam problemas semelhantes, conforme levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) e dados do IBGE.
Medidas emergenciais e planos de longo prazo
A Prefeitura de Paraipaba contratou laudos técnicos para fundamentar projetos de engenharia costeira. Entre as soluções discutidas estão a construção de enrocamentos permanentes, recuperação da duna frontal e possível realocação de equipamentos turísticos.
Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) alertam que metade da costa estadual pode perder pelo menos 10 metros de faixa de areia até 2040, cenário que exige planejamento contínuo para mitigar riscos socioeconômicos.
Enquanto as obras definitivas não saem do papel, autoridades recomendam evitar o trecho central da praia nos horários de maré alta, divulgaram avisos de segurança e reforçaram a necessidade de monitoramento diário das condições oceânicas.

Para quem depende do fluxo turístico, a expectativa é de que medidas paliativas garantam mínima estabilidade até o fim da alta estação, quando o município recebe visitantes de várias regiões do País.
No longo prazo, especialistas sugerem integrar ações de reflorestamento de mangues, vigilância por drones e educação ambiental voltada a moradores e empresários, práticas que já mostraram resultados positivos em outras áreas do Nordeste.
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Crédito da imagem: Divulgação