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Colchester, Inglaterra – Há mais de 40 dias sem notícias consistentes, o sumiço da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, vista pela última vez perto da marina de Brightlingsea, ganhou novo contorno depois que a Polícia de Essex informou ter acessado parte dos extratos bancários da brasileira, sem encontrar qualquer movimentação além de débitos automáticos.
- Em resumo: Investigadores confirmam contas paradas; buscas físicas seguem suspensas, mas diligências continuam.
Extratos zerados reforçam hipótese de isolamento
A amiga e anfitriã Liliane Silva relatou que os dados financeiros analisados pelos peritos não indicam saques nem transferências que pudessem sinalizar fuga planejada ou coerção econômica. Até o momento, a linha de investigação se mantém aberta para várias possibilidades, incluindo acidente em alto-mar.
O último registro confiável de Vitória é uma câmera de segurança às 0h22 de 4 de março, perto do estaleiro de Brightlingsea; horas antes, às 14h35, outra filmagem a mostrou atravessando uma fazenda em Hurst Green.
“Apesar de estarmos mais quietos por falta de novas evidências, a busca não parou”, afirmou Liliane, que retorna diariamente a Bradwell-On-Sea em busca de testemunhas.
Desaparecimentos: números globais e o peso emocional
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 82 % dos casos de desaparecimento no Brasil são solucionados no primeiro mês. No Reino Unido, a Missing People UK projeta cerca de 170 000 notificações anuais, 97 % delas encerradas em 48 horas. A extensão do sumiço de Vitória já ultrapassa ambos os prazos médios, aumentando a preocupação familiar.

Natural de Fortaleza, a psicóloga havia chegado à Inglaterra após um congresso no Marrocos e planejava candidatar-se a um doutorado na Universidade de Essex. A mãe, que retornou recentemente ao Brasil, descreveu a filha como “exausta e ansiosa” na última ligação antes do desaparecimento.
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Crédito da imagem: Divulgação

