Fortaleza/CE – Após 34 dias de portas fechadas por “infestação crítica” de baratas, a fábrica de pães do Bairro Carlito Pamplona voltou a operar nesta terça-feira (14). A liberação ocorreu depois que a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) confirmou a eliminação dos focos de pragas e a implementação de um novo protocolo sanitário.
- Em resumo: 11,5 t de produtos foram descartados; empresa reconstruiu rotina de limpeza e armazenamento para reabrir.
O que mudou na linha de produção
Durante pouco mais de um mês, a empresa refez pisos, vedou ralos e criou zonas “limpa” e “suja” para impedir a entrada de insetos. Também adotou cronograma de dedetização quinzenal, exigido por normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Foram higienizados fornos, esteiras e silos, além da elevação das prateleiras a 15 cm do chão, padrão recomendado para reduzir contaminações cruzadas.
“O estabelecimento apresentou uma mudança significativa nas condições sanitárias”, avaliou Helayne Lima, gerente de fiscalização da Agefis.
Por que a desinterdição importa para o consumidor
Segundo o Atlas da Vigilância Sanitária, problemas de higiene lideram as causas de interdições no setor de panificação no Nordeste, respondendo por 42 % dos casos em 2023. Episódios como o de Fortaleza reforçam a necessidade de inspeções periódicas e transparência na cadeia alimentar.

A contaminação por baratas pode transmitir salmonela e E.coli, bactérias que, conforme a Anvisa, geram mais de 400 mil internações anuais por doenças transmitidas por alimentos no Brasil. Ao exigir reformas estruturais, a Agefis segue a tendência de “tolerância zero” que grandes capitais adotam para reduzir surtos gastrointestinais.
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