Base da PM alvejada em tiroteios que matam casal em Fortaleza
Fortaleza (CE) – Na noite de 24 de janeiro, dois tiroteios consecutivos em bairros vizinhos deixaram um homem de 21 anos e uma mulher de 34 mortos, além de dois feridos, e ainda atingiram uma base móvel da Polícia Militar durante a fuga dos atiradores.
- Em resumo: ataques ocorreram no Barroso e nas Cajazeiras; viatura foi perfurada, mas sem feridos.
Sequência de disparos em bairros vizinhos
O primeiro ataque ocorreu no Barroso, onde o jovem de 21 anos foi executado em plena via pública. Uma segunda vítima, ainda sem identificação, foi socorrida em estado grave. Cerca de uma hora depois, já na Comunidade do Barreirão, bairro Cajazeiras, a moradora de 34 anos foi baleada e não resistiu mesmo após atendimento de emergência.
Durante a fuga, os criminosos dispararam contra uma base móvel da PM posicionada no bairro Aeroporto. Nenhum agente ficou ferido, mas a viatura recebeu vários impactos.
“Equipes realizam diligências desde a madrugada e o caso será investigado pelo DHPP”, informou a Secretaria da Segurança Pública.
Escalada da violência e o impacto nos moradores
Os dois homicídios serão apurados por divisões distintas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Até o momento, a polícia não confirma ligação direta entre os atentados, mas trabalha com a hipótese de retaliação entre grupos rivais.
Fortaleza convive com índices acima da média nacional: segundo o Atlas da Violência 2023, o Ceará registrou 45,9 homicídios por 100 mil habitantes, quase o dobro do limite considerado epidêmico pela OMS. Especialistas alertam que a sobreposição de facções em corredores de tráfico eleva o risco para moradores e também para as forças de segurança.

O reforço de patrulhamento nas áreas críticas e a instalação de câmeras inteligentes figuram entre as medidas emergenciais citadas pelo governo estadual. Organizações civis, por sua vez, defendem políticas de prevenção social e maior investimento em investigação para romper o ciclo de impunidade.
O que você acha? Ações de patrulhamento são suficientes ou é preciso investir mais em prevenção social? Para acompanhar outros casos de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação