BRASÍLIA – O novo cronograma do Pé-de-Meia 2026 detalha quanto cada aluno da rede pública pode embolsar ao longo do ensino médio, somando até R$ 9.200 e criando a maior poupança estudantil já bancada pelo Governo Federal.
- Em resumo: pagamentos chegam a R$ 3.200 no 3º ano, com bônus para quem faz o Enem.
Quanto cai na conta em cada etapa
O incentivo é dividido em quatro frentes: matrícula (R$ 200), frequência (até R$ 1.800 em nove parcelas), conclusão (R$ 1.000) e, no 3º ano, bônus Enem (R$ 200). Os valores são liberados pela Caixa após validação de dados enviados ao Ministério da Educação.
Números oficiais mostram que, no 1º e 2º anos, o teto anual é de R$ 3.000; no último ano, o total sobe para R$ 3.200. Para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), a lógica se repete, mas com oito parcelas de R$ 225 a título de frequência.
Até a formatura, o estudante acumula R$ 9.200 — quantia só liberada integralmente após o diploma do ensino médio.
Por que o programa pode frear a evasão
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a taxa de abandono no ensino médio bateu 4,3% em 2022. Especialistas apontam que uma renda mínima contínua, como a do Pé-de-Meia, reduz em até 30% o risco de desistência ao longo dos três anos, efeito observado em iniciativas semelhantes no Chile e na Colômbia.
Além do dinheiro, o requisito de presença mínima de 80% força o engajamento diário, enquanto a exigência de fazer o Enem aumenta em 18% a probabilidade de o aluno tentar o ensino superior, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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