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Bombas gigantes e ISO 17025: o “escudo” da água da Cagece
Fortaleza/CE – A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) mantém, em regime ininterrupto, um verdadeiro “escudo” sanitário que transforma a água bruta do Açude Gavião em líquido potável para milhões de moradores da Região Metropolitana. No mês em que o mundo discute a preservação dos recursos hídricos, a estatal exibe a engenharia de alta precisão da Estação de Tratamento de Água (ETA) Gavião, a maior do Nordeste.
- Em resumo: 16 filtros, oito bombas e análises a cada duas horas garantem padrões internacionais de potabilidade.
Da captação ao filtro de 16 camadas
O percurso começa no leito do açude, segue por canais subterrâneos e passa por pré-oxidação, coagulação e fluoretação. Dentro da ETA, 16 filtros descendentes removem impurezas microscópicas, etapa descrita como o “coração” do processo pelo coordenador de produção, Mércio Pinheiro.
Antes de chegar às torneiras, a água recebe cloro para eliminar vírus e bactérias. Em seguida, oito bombas elevam o volume a quase 100 metros de altura até o reservatório do Ancuri, de onde o sistema distribui a água por gravidade para a capital e cidades vizinhas.
“Nosso compromisso é entregar qualidade de vida e segurança”, reforça a equipe técnica da ETA Gavião.
ISO 17025: selo global de confiança
Um laboratório central com acreditação ISO 17025 renova, periodicamente, a credibilidade do processo. De acordo com a química Amanda Gondim, as análises de turbidez, cloro residual livre e pH são repetidas a cada duas horas, obedecendo protocolos reconhecidos mundialmente.

Dados do IBGE mostram que 15% dos brasileiros ainda não têm acesso regular a água tratada. No Ceará, a cobertura chega a 98% na área atendida pela Cagece, índice atribuído à manutenção preventiva – 90% dela realizada sem interromper a planta – e ao planejamento de paradas programadas para evitar desabastecimento.
Você confia na água que chega à sua torneira? Conte nos comentários. Para acompanhar outras reportagens sobre o Ceará, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Rayane Mainara
