Rabat, Marrocos – Com 38 ouros entre 57 medalhas, a delegação brasileira encerrou no sábado (23) o Grand Prix de atletismo paralímpico no topo do quadro geral, superando potências como China e Uzbequistão e reafirmando a força do país na modalidade.
- Em resumo: 57 pódios em três dias garantiram ao Brasil a liderança isolada do circuito.
Como o Brasil chegou a 57 medalhas
Foram 36 atletas vestindo verde-e-amarelo no estádio de Rabat. No último dia, nove ouros, duas pratas e um bronze completaram a conta. Destaque para Thalita Simplício, que voou nos 400 m T11 em 1min01s47. Já a capixaba Lorraine Aguiar cravou 57s69 nos 100 m T12, deixando a chinesa Yingying Qiu para trás, segundo a World Para Athletics.
O desempenho fez a equipe brasileira repetir o feito de 2025, quando também terminou a temporada de Grand Prix na primeira colocação geral.
“Gostei do resultado para apenas três meses de treino. Estou testando novas estratégias”, avaliou Thalita Simplício logo após conquistar o ouro.
Por que esse resultado importa no ciclo até Los Angeles 2028
Desde a Paralimpíada de Tóquio 2020, em que o Brasil somou 72 medalhas e ficou em 7.º lugar geral, o país mantém curva ascendente. O número de ouros em Rabat (38) supera, por exemplo, os 33 conquistados na etapa equivalente de 2024, sinalizando evolução técnica.
Além disso, a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes divulga que verbas federais destinadas ao esporte adaptado cresceram 18 % em 2026, garantindo mais intercâmbios internacionais e tecnologia de treinamento. O próximo desafio será o Grand Prix de Nottwil, na Suíça, em maio, focado nas provas em cadeira de rodas e petra, etapas cruciais para o ranking classificatório de Mundiais e Jogos Paralímpicos.
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