Silverstone/Reino Unido - A temporada 2026 da Fórmula 1 começou com a Aston Martin presa ao fim do grid, apesar da badalada chegada do projetista Adrian Newey. A escuderia admite que o AMR26 sofre com fortes vibrações e um motor Honda pouco confiável, problema que não deve ser resolvido “da noite para o dia”.
- Em resumo: Equipe assume que reação ao péssimo início será lenta e mira primeiras melhoras já no GP de Miami.
Por que o carro treme? Entenda o gargalo técnico
Fontes internas apontam que a junção do novo chassi com a unidade de potência japonesa gerou uma zona de turbulência inesperada, afetando a dirigibilidade em alta velocidade. De Silverstone ao centro de pesquisa da Honda, engenheiros buscam revisar fixações e rever mapas de combustão, enquanto simuladores tentam prever o impacto de cada microajuste.
Investimentos em pesquisa não faltam: de acordo com levantamento da Anfavea, a indústria automotiva mundial destinou mais de R$ 90 bilhões a inovação na última década, cifra que ilustra o quanto um único erro de projeto pode custar caro na elite do automobilismo.
“Certamente não foi um início fácil de ano. Isso não vai mudar da noite para o dia”, resumiu Stoffel Vandoorne, piloto reserva da equipe.
Calendário de upgrades e o impacto no campeonato
A primeira leva de atualizações deve estrear na etapa de Miami, focada em reforços estruturais e na redução das vibrações que prejudicam Fernando Alonso e Lance Stroll. A direção, contudo, não espera um salto imediato de desempenho: a meta interna é transformar abandonos em zonas de pontuação progressivamente até a fase europeia.
O cenário frustra torcedores, mas não surpreende analistas. Desde 2022, o teto orçamentário da FIA limita gastos a US$ 135 milhões, forçando equipes médias a priorizar soluções de longo prazo em vez de pacotes radicais a cada corrida. Para a Aston Martin, o desafio extra é integrar o know-how de Newey sem ferir o cronograma financeiro aprovado pelo conselho da montadora.
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