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Brasil pode zerar no Oscar 2026, alertam especialistas
LOS ANGELES (EUA) – Faltando poucos dias para a premiação do próximo domingo (15), analistas de Hollywood avaliam que o Brasil, mesmo fazendo história com cinco indicações, corre sério risco de sair de mãos vazias do Oscar 2026. A principal esperança, o longa “O agente secreto”, perdeu fôlego na reta final, enquanto o trabalho de Adolpho Veloso em “Sonhos de trem” enfrenta concorrência acirrada.
- Em resumo: Rival norueguês lidera a disputa e rebaixa chances brasileiras em todas as categorias.
Oscars 2026: por que as apostas despencaram
Sites como “Variety”, “The Hollywood Reporter” e “Gold Derby” apontam que o drama norueguês “Valor sentimental” permanece favorito a Filme Internacional, posição reforçada pelos prêmios da crítica nas últimas semanas, segundo dados do site oficial da Academia.
Na categoria principal, “O agente secreto” perdeu uma posição e hoje aparece apenas como coadjuvante na disputa entre “Uma batalha após a outra” e “Pecadores”. O retrocesso ocorreu depois que o Sindicato dos Atores impulsionou “Pecadores” e consolidou o favoritismo de Michael B. Jordan sobre Wagner Moura.
Eles acertaram 34 de 35 prováveis indicados no final de janeiro.
Brasileiros na disputa: onde ainda há esperança
Apesar do cenário adverso, especialistas lembram que votações divididas podem favorecer uma “terceira via”. Moura, por exemplo, permanece em 3º lugar e pode se beneficiar da polarização entre os colegas norte-americanos.
O histórico, porém, pesa contra: o Brasil soma quatro indicações a Filme Internacional desde 1960 e nunca ergueu a estatueta. Já na fotografia, a última lembrança do país foi César Charlone, indicado por “Cidade de Deus” em 2004, também sem vitória. Se Adolpho Veloso superar “Uma batalha após a outra”, quebrará um jejum de 22 anos.

Para o crítico Peter Hammond, “o fato de apenas dois concorrentes de língua não inglesa estarem entre os indicados a Melhor Filme cria um ruído positivo, mas não suficiente para mudar o favoritismo do título europeu”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Victor Jucá
