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Brasil tem 945 mil presos: secretário cobra ‘faxina’
Brasília/DF – Em audiência da CPI do Crime Organizado nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, o secretário nacional de Políticas Penais, André Albuquerque Garcia, alertou que sem controle rígido dos presídios o país continuará refém de facções que gerenciam crimes de dentro das celas.
- Em resumo: com 945 mil detentos e déficit de 200 mil vagas, governo aposta em inteligência e isolamento de líderes para quebrar o comando do crime.
Como o crime se reorganiza por trás das grades
Garcia revelou que, desde 2023, operações conjuntas com estados resultaram na apreensão de quase oito mil celulares em unidades penais. Segundo ele, cada aparelho é potencial “central de atendimento” do tráfico, capaz de movimentar milhões sem que o líder deixe a cela. Dados do Atlas da Violência mostram que, em 2022, 43% dos homicídios tiveram ligação direta com disputas entre facções.
Para barrar essa engrenagem, o secretário propõe ampliar pavilhões de segurança máxima e instalar bloqueadores de sinal em todos os complexos estaduais, medida que hoje cobre apenas 14% da população carcerária.
“Não há material ilícito que entre sem falha de protocolo ou corrupção”, afirmou André Albuquerque Garcia.
Déficit e corrupção: dupla que favorece as facções
O sistema abriga quase um milhão de pessoas para apenas 745 mil vagas. Superlotação, segundo especialistas, cria ambiente perfeito para recrutamento de novos integrantes. Além disso, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) questionou a efetividade do regime de isolamento: mesmo nas penitenciárias federais, chefes continuam enviando ordens para a rua.

O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), falou em “faxina moral” e defendeu tolerância zero a servidores que facilitam o ingresso de celulares e drogas. O modelo citado por ele é o do Espírito Santo, que, após intervenção nos anos 2000, reduziu em 70% as mortes dentro dos presídios.
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Crédito da imagem: Divulgação





