Camilo deixa MEC em abril e mira reeleição de Elmano com projeto de R$ 200 bi
Brasília / Ceará – O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), confirmou que sairá do MEC no início de abril para assumir, nos bastidores, a coordenação da campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e, paralelamente, reforçar a agenda do presidente Lula no Nordeste. A decisão atende à regra de desincompatibilização exigida pela Lei nº 64/1990 e antecipa a presença do ex-governador no estado em pleno aquecimento do calendário eleitoral de 2026.
- Em resumo: Camilo deixará o cargo em abril para pilotar a campanha de Elmano, apostando em obras como o data center do TikTok, avaliado em R$ 200 bilhões.
Por que a saída em abril muda o jogo eleitoral
A legislação impede ministros de Estado de permanecerem no cargo a menos de seis meses do pleito. Ao anunciar a saída com antecedência, Camilo ganha tempo para percorrer municípios, articular alianças e, sobretudo, defender os investimentos federais já em execução no Ceará. Segundo o calendário do TSE, as convenções partidárias ocorrerão apenas em julho, mas o ex-governador quer chegar lá com a máquina política a pleno vapor.
Estratégias incluem carreatas regionais, visitas a obras de creches do Programa de Aceleração da Educação e a criação de um comitê paralelo em Fortaleza focado em conteúdo digital – área que, nas eleições de 2022, garantiu ao PT 63% dos votos válidos no estado, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral.
“A minha ideia é me desincompatibilizar no início de abril e me dedicar à reeleição do governador Elmano no Ceará”, declarou Camilo à CNN Brasil.
Investimentos bilionários viram vitrine de campanha
O carro-chefe da narrativa eleitoral será o futuro data center do TikTok, estimado em R$ 200 bilhões, fruto de acordo tripartite entre Governo Federal, Estado e iniciativa privada. O complexo, previsto para o Porto do Pecém, pode gerar até 15 mil empregos diretos, segundo projeções internas citadas pelo ministro.
Outro trunfo é o Polo Automotivo do Ceará, que retoma a industrialização local após anos de estagnação. Relatório do IBGE indica que, a cada novo posto na indústria de transformação, outros 1,8 postos são criados na cadeia de serviços, potencial multiplicador almejado pela campanha.

No plano político, Camilo minimizou pesquisas iniciais e lembrou que Evandro Leitão saiu de 4% para vencer a eleição em Fortaleza, argumento que sustenta a tese de “virada” com base em entregas de governo.
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Crédito da imagem: Divulgação / MEC