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Candidato diz que MPCE falha no combate ao crime organizado
MPCE falha no combate ao crime organizado, diz candidato a PGJ – Durante um debate realizado recentemente entre os três nomes que disputam a Procuradoria-Geral de Justiça do Ceará (biênio 2026-2027), o promotor Herbet Gonçalves Santos afirmou que o Ministério Público do Estado não tem investido na mesma proporção que o governo estadual para enfrentar facções criminosas.
Segundo o candidato, “a Secretaria de Segurança Pública não pode trabalhar sozinha; o governador faz de tudo, mas o MPCE não investe de igual forma”, declarou diante dos colegas concorrentes Haley de Carvalho Filho e Luciano Percicotti Santana.
Críticas surgem às vésperas da eleição
A votação que definirá a lista tríplice para escolha do próximo chefe do MPCE está marcada para 5 de dezembro. Servidores e membros da instituição participarão do pleito que, tradicionalmente, encaminha os três mais votados ao governador, responsável pela nomeação.
Nos bastidores, a fala de Herbet foi vista como tentativa de diferenciar sua plataforma das de seus adversários, enfatizando um plano de ação mais robusto contra organizações criminosas.
Contexto da violência e papel do Ministério Público
O Ceará registrou taxa de 44,4 homicídios por 100 mil habitantes em 2022, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Boa parte desses crimes é atribuída à disputa territorial entre facções, o que reforça a importância do Ministério Público na investigação e no acompanhamento de processos contra líderes dessas organizações.
Especialistas lembram que o MP dispõe de núcleos de investigação criminal e pode propor acordos de colaboração premiada, fomentar ações civis públicas e fiscalizar políticas de segurança, recursos que, para críticos como Herbet, estariam subutilizados.

Os três candidatos também se comprometeram a ampliar canais de denúncias anônimas e criar grupos de trabalho interinstitucionais, caso eleitos.
No encerramento do encontro, Herbet reiterou que pretende destinar mais orçamento a equipes especializadas e fortalecer parcerias com as polícias Civil e Militar para quebrar a cadeia financeira das facções.
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Crédito da imagem: Reprodução
