Canoa Quebrada: desfibrilador falha e turista de 65 anos morre

Canoa Quebrada: desfibrilador falha e turista de 65 anos morre

ARACATI, CE – Uma tarde de lazer terminou em tragédia na última 18 de janeiro, quando um turista de 65 anos, morador de Fortaleza, não resistiu após se afogar na famosa praia de Canoa Quebrada, litoral leste do Ceará. Mesmo submetido a reanimação cardiopulmonar (RCP), oxigenoterapia e ao uso de desfibrilador externo automático, o óbito foi confirmado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

  • Em resumo: Equipes do Corpo de Bombeiros tentaram RCP por vários minutos, mas o homem foi declarado morto ainda na areia.

Entenda a corrida contra o tempo

Vídeos gravados por banhistas mostram o momento em que guarda-vidas retiram a vítima da água e iniciam as manobras. Segundo o Corpo de Bombeiros, cada minuto sem circulação efetiva de sangue reduz em 10% as chances de sobrevivência. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública lembra que afogamentos representam uma das principais causas de morte acidental em áreas costeiras do País.

Embora o protocolo inclua o desfibrilador, o aparelho só é eficaz quando a parada cardiorrespiratória decorre de arritmia elétrica — algo que, segundo os socorristas, já não era o caso quando ele foi conectado.

“Foram realizadas manobras de reanimação cardiopulmonar, além de oxigenoterapia e uso do desfibrilador externo automático”, informou o Corpo de Bombeiros de Aracati.

Contexto: por que idosos estão mais vulneráveis

Dados do Atlas da Violência 2023 indicam que cerca de 5,5 mil brasileiros morrem afogados todos os anos, e 18% das vítimas têm mais de 60 anos. A combinação de menor capacidade respiratória, doenças crônicas e fadiga rápida ajuda a explicar a estatística.

As autoridades recomendam que banhistas acima de 50 anos evitem entrar no mar sozinhos, mantenham-se a menos de um metro de profundidade e procurem áreas vigiadas por salva-vidas. Em caso de ingestão de água, a orientação é procurar socorro imediatamente — mesmo que não haja sintomas aparentes, devido ao risco de “afogamento seco”.

O que você acha? Medidas educativas nas praias podem reduzir essas ocorrências? Para mais reportagens sobre segurança no litoral, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Corpo de Bombeiros do Ceará

Vinicius Balbino

Vinicius Balbino faz parte da equipe do C4 Notícias, atuando na produção de conteúdos sobre esportes, atualidades, tecnologia, entretenimento e acontecimentos de grande repercussão. Com experiência em jornalismo digital e cobertura de notícias online, desenvolve matérias com linguagem clara, moderna e acessível para diferentes públicos. Seu trabalho acompanha diariamente os temas mais relevantes do Brasil e do mundo, levando informação rápida, confiável e atualizada aos leitores do portal.