Carro de suplente atinge e mata empresária em bicicleta elétrica
Fortaleza/CE – A travessia de Geldiene Silva de Jesus, 29 anos, pela faixa de pedestres da Avenida Washington Soares terminou em tragédia no último domingo (1º). A empresária foi colhida por um carro conduzido pela suplente de deputada estadual Marta Brandão e morreu antes da chegada do socorro.
- Em resumo: vítima estava sobre bicicleta elétrica; motorista permaneceu no local e testou negativo para álcool.
Impacto imediato: dinâmica do choque e versão das partes
Segundo a Polícia Civil, Geldiene se deslocava do canteiro central para a ciclovia quando ocorreu a colisão. A condutora afirmou em boletim que a ciclista surgiu “de forma repentina”, impossibilitando a frenagem. Já familiares sustentam que a empresária respeitava a sinalização e evitava compartilhar pista com veículos.
Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, só em 2022, cerca de 1,3 mil ciclistas morreram em rodovias e vias urbanas brasileiras, número 30 % maior que há cinco anos, evidenciando o risco crescente para usuários de modais leves.
“Ela tinha medo de dividir espaço com carros e sempre usava a ciclovia”, relatou o irmão da vítima.
Contexto: bicicletas elétricas, leis e lacunas de segurança
Bicicletas elétricas passaram a ficar isentas de emplacamento desde a Res. 932/22 do Contran, mas continuam sujeitas às regras de circulação previstas no Código de Trânsito. O texto exige uso de capacete, item que, segundo a motorista, não estava sendo utilizado por Geldiene – informação contestada pela família.

O inquérito apura responsabilidade criminal e pode evoluir para indiciamento por homicídio culposo no trânsito. Enquanto isso, o corpo da empresária seguiu para Tufilândia (MA), onde será sepultado nesta terça-feira (3).
O que você acha? Bicicletas elétricas deveriam ter regras mais rígidas de circulação? Para acompanhar outros casos de segurança viária, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação