Ceará alcança 200 mil bolsas de plasma e impulsiona remédios vitais do SUS
Fortaleza/CE – Na última segunda-feira (05/02), o Hemoce atingiu a marca histórica de 200 mil bolsas de plasma enviadas à Hemobrás, garantindo matéria-prima para medicamentos que salvam vidas em todo o Sistema Único de Saúde (SUS).
- Em resumo: Ceará é o 1º estado com toda a hemorrede pública certificada para fornecer plasma à indústria nacional.
Por que essa produção muda o jogo
O plasma excedente, antes descartado, agora abastece a fabricação de albumina, imunoglobulina e fatores VIII e IX de coagulação – tratamentos indispensáveis para hemorragias graves, imunodeficiências e hemofilia. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem mais de 13 mil pessoas com coagulopatias hereditárias que dependem desses insumos regularmente.
Ao enviar carregamentos mensais desde 2022, o Hemoce amplia a autonomia sanitária do país e reduz a importação de hemoderivados, um mercado que movimenta cerca de R$ 3 bilhões anuais em compras públicas.
“Fomos o primeiro estado do Brasil a ter toda a produção de plasma qualificada para envio, comprovando o rigor e a excelência dos nossos processos”, destaca Denise Brunetta, diretora técnica do hemocentro.
Etapas que garantiram a liderança cearense
Fortaleza e Quixadá iniciaram o fornecimento em 2022; Sobral aderiu no mesmo ano e, em 2024, Crato passou a enviar o material coletado em Juazeiro do Norte e Iguatu. Com as quatro unidades habilitadas, o Ceará tornou-se a única hemorrede 100% certificada do país.

Além de evitar desperdício, a estratégia fortalece a soberania sanitária. “O envio de plasma excedente é elemento estratégico para a autonomia do sistema de saúde”, reforça Frederico Monteiro, auditor da Hemobrás.
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