Rio de Janeiro – O corpo de Monalisa de Amorim Pereira, 30, natural de Fortaleza, foi localizado na comunidade do Cerro Corá, zona sul carioca, na última quarta-feira (15). O principal suspeito é o ex-companheiro Bruno Lira de Lima, também cearense, preso após fugir e já processado por outro feminicídio em 2023.
- Em resumo: suspeito acumula dois feminicídios com vítimas de mesmo nome em menos de três anos.
Reincidência que choca
Bruno Lira, foragido da Justiça do Ceará desde 2023, responde por matar a facadas a ex-namorada Monalisa de Lima Simões, 21, no Conjunto Ceará, em Fortaleza. Mesmo com ordem de prisão em aberto, ele circulava livremente na capital fluminense. De acordo com a Polícia Civil, o relacionamento mais recente era marcado por agressões que teriam levado à expulsão do agressor da Rocinha.
No novo crime, a investigação aponta estrangulamento dentro da residência dele. Monalisa deixa dois filhos pequenos.
Familiares afirmam que, após a separação, Bruno passou a perseguir a jovem, que interrompeu contato com parentes no sábado (11).
Feminicídio em números
Casos como o de Monalisa ajudam a explicar por que o Brasil registra, em média, um feminicídio a cada sete horas, segundo dados do Atlas da Violência. Em 2025, o estudo contabilizou 1.437 mortes motivadas por gênero, das quais 61% ocorreram dentro de casa.

No Ceará, estado natal de vítima e suspeito, a taxa de feminicídios subiu 12% entre 2022 e 2025, tendência que especialistas atribuem à reincidência de agressores que descumprem medidas protetivas e se deslocam para outros estados — exatamente o trajeto feito por Bruno Lira.
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