CGD aciona PM suspeito de matar colega em tiroteio na Praia
FORTALEZA/CE – A Controladoria Geral de Disciplina instaurou processo para apurar a conduta do soldado Iuri Benício Alves, apontado como participante do confronto que terminou com a morte do colega de farda Paulo Henrique de Lima Silva, 37, na Praia do Futuro, em 11 de janeiro.
- Em resumo: PM de folga vira alvo de procedimento interno após tiroteio que também feriu duas pessoas.
Desentendimento virou troca de tiros em segundos
Câmeras do estabelecimento mostraram que a discussão começou fora da área do beach club e escalou rapidamente até os disparos. A CGD nomeou comissão específica para ouvir testemunhas, coletar laudos balísticos e definir se houve infração disciplinar grave. Conforme o Atlas da Violência 2023, 82 agentes de segurança morreram no país em 2022, cenário que pressiona corregedorias a agir com rapidez.
Na noite do crime, além de Paulo Henrique, foram baleados o segurança Isaías e Iego Rodrigues de Sousa, amigo da vítima fatal. Ambos continuam em recuperação.
“O fato teria ocorrido quando os militares estaduais se encontravam nas dependências de uma barraca de praia e, após um desentendimento, ocorreu um tiroteio entre os envolvidos”, diz a portaria publicada no Diário Oficial.
Processo administrativo pode levar à expulsão
De acordo com o Regimento Disciplinar da PMCE, se for confirmada a participação direta de Iuri Benício no homicídio, ele pode ser exonerado a bem do serviço público e perder o porte funcional de arma. O prazo inicial do PAD é de 60 dias, prorrogáveis.

Especialistas lembram que a responsabilização administrativa não exclui a penal. Conforme o Código Penal Militar, homicídio doloso cometido por militar fora de serviço é julgado pela Justiça comum, com penas que variam de 6 a 20 anos.
O que você acha? A punição interna é suficiente para casos de violência envolvendo agentes? Para mais notícias de segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / G1