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Com 53% dos votos, Grégoire: Paris jamais será da extrema direita
PARIS, FRANÇA – Recém-eleito com 53,1% dos votos válidos, o socialista Emmanuel Grégoire afirmou que a capital “nunca será governada pela extrema direita”, em recado direto após derrotar a conservadora Rachida Dati no segundo turno das eleições municipais.
- Em resumo: Grégoire consolida hegemonia do Partido Socialista e promete manter Paris como bastião progressista.
Como foi a votação decisiva
O pleito deste domingo consolidou uma vantagem de quase sete pontos sobre Dati, candidata dos Republicanos. Segundo dados oficiais do Ministère de l’Intérieur, a abstenção ficou em 42%, índice abaixo da média nacional, o que reforça a mobilização do eleitorado parisiense contra a onda populista vista em outras regiões europeias.
Grégoire, que era vice de Anne Hidalgo, capitalizou o legado de políticas verdes e de inclusão social adotadas nos últimos dez anos na cidade.
“Paris nunca será de extrema direita”, declarou Grégoire ao confirmar a vitória, sob aplausos na Place de la République.
Por que a extrema direita não avança na capital
Apesar do crescimento nacional da Agrupação Nacional, partido de Marine Le Pen, a legenda obteve apenas 5,5% dos votos em Paris no primeiro turno presidencial de 2022, contra 23% no país inteiro, de acordo com o Ministério do Interior francês. Especialistas apontam fatores como alta escolaridade, renda média elevada e forte presença do setor de serviços na capital — perfis historicamente resistentes ao discurso anti-imigração.

Outro elemento é o sistema de “arrondissements”: cada distrito elege seus próprios representantes, o que fragmenta o eleitorado e dificulta a formação de uma onda conservadora única. Desde 2001, nenhum candidato de direita conseguiu ultrapassar 35% dos votos na soma geral da cidade.
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Crédito da imagem: Divulgação
