Confusão entre jogadores do Fortaleza e vizinhos em condomínio
Confusão entre jogadores do Fortaleza e vizinhos em condomínio – A divulgação de novas imagens reacendeu o caso envolvendo os argentinos José María Herrera, Eros Mancuso e Tomás Pochettino, do Fortaleza, e moradores de um condomínio de luxo no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, durante a virada de ano.
Os vídeos, gravados por um residente, mostram o início do desentendimento, vizinhos entrando na casa alugada pelos atletas e um dos jogadores tentando conter ânimos antes que a troca de agressões se intensificasse.
O que motivou a briga
De acordo com o morador que procurou a imprensa em 1º de janeiro, o som alto da festa impedia o descanso de seu filho recém-nascido. Ao pedir a redução do volume, ele afirma ter sido cercado e espancado quando retornava para seu apartamento; uma criança da família também teria sofrido mordida no nariz.
Pelo relato de Eros Mancuso, publicado em rede social, o vizinho chegou “fora de si”, forçou uma porta, proferiu xingamentos e ameaçou os convidados. O lateral diz que os presentes apenas tentaram retirar o homem do local e, diante da confusão, acionaram a Polícia Militar.
Contexto e dados sobre lesões corporais
Casos de violência interpessoal dentro de residências não são raros. Somente em 2022, o Ceará registrou 25.314 ocorrências de lesão corporal dolosa, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Especialistas apontam que sons acima de 55 dB durante a noite já podem provocar queixas e atritos na vizinhança.
Em condomínios horizontais, a recomendação é registrar reclamações primeiro na administração e, em caso de riscos, chamar imediatamente a polícia, evitando confrontos diretos que podem escalar para agressões físicas.

Próximos passos da investigação
O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Metropolitana do Eusébio. Testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias, e as novas filmagens serão analisadas para confirmar as versões. Dependendo da conclusão, os envolvidos podem responder por lesão corporal, dano e invasão de domicílio.
A diretoria do Fortaleza acompanha o caso e, oficialmente, aguarda o desfecho policial antes de qualquer posicionamento disciplinar interno.
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Crédito da imagem: Divulgação
