SÃO PAULO – A cremação de Oscar Schmidt, na noite de sexta-feira (17), selou uma despedida reservada que emocionou o basquete nacional e reforçou o pedido da família por privacidade.
- Em resumo: Ídolo foi cremado vestindo a camisa da Seleção, último desejo atendido pelos parentes.
Camisa verde-amarela até o fim
O corpo deixou o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana já trajado com o uniforme que imortalizou o “Mão Santa”. A escolha, articulada por Oscar em vida, simboliza os 12.093 pontos confirmados pela FIBA que o colocam como maior pontuador da história do esporte.
Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, o ex-ala apresentou parada cardiorrespiratória em casa e chegou sem vida ao hospital pouco antes das 14h.
“A família agradece todas as mensagens de apoio. Pedimos respeito e privacidade neste momento”, declarou a nota oficial divulgada nas redes sociais.
Câncer, recordes e um adeus planejado
Diagnosticado com câncer no cérebro em 2011, Oscar encarou cirurgias e quimioterapia até interromper o tratamento em 2022. Ainda assim, manteve a rotina de palestras motivacionais e participações em eventos esportivos.
Entre seus feitos, destacam-se 55 pontos contra a Espanha na Olimpíada de 1988 e o recorde absoluto de 1.093 pontos em Jogos Olímpicos — marca que permanece intacta. Em 1987, liderou a seleção na conquista dos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, vitória que mudou a percepção internacional sobre o basquete brasileiro.
Casado desde 1981 com Maria Cristina Victorino, Oscar deixa dois filhos, Filipe e Stephanie. Em notas oficiais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin classificaram o ex-jogador como “símbolo de união nacional” e “lenda mundial do esporte”.
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