Curva escorregadia: óleo provoca quedas em série na Raul Barbosa
FORTALEZA/CE – Um vazamento de óleo transformou, na última segunda-feira (26), a curva do viaduto da Avenida Raul Barbosa em uma verdadeira armadilha, causando ao menos dois acidentes graves em poucos minutos e expondo o risco diário enfrentado por quem trafega pelo corredor que liga o aeroporto ao centro da capital.
- Em resumo: Ciclista e motociclista derrapam no mesmo ponto; vídeo mostra queda e tentativa de evitar atropelamento.
Como o perigo se instalou na via
Imagens registradas por uma das vítimas mostram o asfalto coberto por uma película brilhante. Minutos antes, ele próprio já havia se desequilibrado, sofrendo cortes e escoriações no braço. Enquanto descrevia a situação, a câmera flagrou o momento em que um motociclista também perde controle e desliza pelo chão, sendo salvo de atropelamento por um alerta desesperado do cinegrafista improvisado.
O Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE) foi acionado, mas encontrou o trecho limpo quando chegou. Relatórios da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que pistas contaminadas por óleo ou combustível estão entre as ocorrências mais letais para motociclistas, devido ao coeficiente de atrito quase nulo que se cria sobre o asfalto molhado.
“Caí ali na curva, rasguei o braço inteiro. É muito óleo, cuidado!”, alerta a vítima enquanto filma o segundo acidente.
Por que acidentes assim seguem frequentes
Especialistas em segurança viária explicam que, diferentemente de buracos, a presença de óleo é quase invisível ao motorista até que a roda perde aderência. O Código de Trânsito Brasileiro prevê multa gravíssima para veículos que derramam carga na pista, mas a fiscalização é limitada, especialmente à noite.

Segundo a Prefeitura de Fortaleza, a limpeza do trecho é feita com jato de água e detergente específico. Ainda assim, o resíduo pode permanecer nos microporos do asfalto por horas, exigindo redução imediata de velocidade e sinalização provisória – fatores muitas vezes negligenciados.
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Crédito da imagem: Reprodução