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quarta-feira, abril 8, 2026

Descubra metade das mulheres no ceará tem medo de ser estuprada ao usar transportes por aplicativo, aponta pesquisa

Metade das cearenses teme estupro em corridas por app

Fortaleza, CE – Um levantamento inédito da Ipsos-Ipec mostra que 50% das mulheres cearenses sentem pavor de sofrer estupro quando pedem corridas por aplicativo, receio que supera até o de assaltos. O estudo, feito em outubro de 2025 com 2.032 entrevistadas em 77 cidades, revela uma epidemia de medo que molda rotinas e expõe falhas de segurança nos deslocamentos diários.

  • Em resumo: Estupro lidera a lista de temores femininos nos apps, à frente de assédio, agressões e roubo.

Por que o risco sexual supera o medo de roubo?

A pesquisa “Mulher Coragem” mediu nove tipos de violência. Entre eles, o estupro aparece no topo (50%), seguido por assédio sexual (37%) e agressão física (37%). O dado é corroborado por diagnósticos nacionais do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que registrou alta de 8% nos casos de violência sexual contra mulheres em todo o país em 2024.

O temor é ainda mais forte entre jovens: 64% das entrevistadas de 16 a 24 anos relataram medo de estupro dentro do carro. Especialistas apontam que, além da vulnerabilidade física, a sensação de confinamento durante a corrida agrava a percepção de risco.

“O medo sai do campo da imaginação e passa a nortear decisões banais, como a hora de voltar para casa”, resume o relatório.

Impacto na rotina e soluções discutidas

Quatro em cada dez cearenses já mudam hábitos para evitar violência; 68% deixam de sair sozinhas à noite. A sensação de segurança só existe, para 83%, dentro da própria casa. Já em pontos de ônibus ou praças, apenas 10% dizem se sentir protegidas.

Entre as medidas defendidas pelas entrevistadas estão mais policiamento nas ruas (56%), presença de seguranças nos coletivos (36%) e capacitação de motoristas e agentes públicos para lidar com assédio (29%). Em 2023, o Ceará aprovou lei que obriga empresas de transporte por app a oferecer botão de pânico, mas fiscalizações ainda engatinham.

O que você acha? Botão de pânico e mais patrulhas são suficientes para reduzir esse medo? Para acompanhar outras análises sobre segurança, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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