Drone com drogas e celulares invade presídio cearense
Itaitinga/CE – Na noite de terça-feira, 20 de janeiro, agentes da Coordenadoria de Inteligência e do Grupo de Ações Penitenciárias interceptaram um drone carregado com drogas e aparelhos eletrônicos que sobrevoava os complexos prisionais da cidade, expondo uma nova rota de contrabando para dentro das unidades.
- Em resumo: trio foi preso com 466 g de maconha, cocaína, ecstasy e 38 dispositivos eletrônicos destinados aos detentos.
Operação relâmpago frustra arremesso aéreo
Os suspeitos – Antônio Cristiano Felix de Abreu, Francisco David Silva Sousa e Antônio Wellington Sabino Ferreira – estavam em um carro nas proximidades dos presídios quando foram surpreendidos pelos policiais. No veículo estavam um drone, seis baterias reservas, hélices extras, um dispensador adaptado e linha de nylon, artefatos que permitiriam liberar a carga sobre o pátio interno.
Numa única abordagem, os agentes recolheram ainda 17 smartwatches, quatro smartphones, três celulares de uso pessoal, 17 fontes de carregamento, 17 cabos específicos para relógios, além de 20 comprimidos de Rivotril e um de ecstasy. Todo o material e os detidos foram levados à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) para autuação em flagrante.
Foram apreendidos 466 g de maconha, 25 g de cocaína e dezenas de eletrônicos, detalhou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
Escalada do uso de drones e o risco para o sistema prisional
O caso reforça a dificuldade de vigiar áreas externas aos muros. Em todo o país, órgãos de segurança apontam aumento nas tentativas de entrega aérea, fenômeno impulsionado pelo baixo custo dos equipamentos e pela capacidade de transportar objetos de até 2 kg em poucos minutos. Segundo o Atlas da Violência, o Ceará já convive com um sistema carcerário pressionado por disputas de facções, o que potencializa a procura por celulares e entorpecentes dentro das celas.

Especialistas defendem a instalação de bloqueadores de sinal de rádio, telas de proteção sobre pátios e patrulhamento permanente nos arredores. Enquanto essas medidas não se consolidam, investigações sobre o trio focam em descobrir quem receberia a carga e se houve falha interna de conivência.
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Crédito da imagem: Divulgação / SAP